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  • Roni Carlos Costa Dalpiaz

ALARGANDO A FAIXA DE AREIA

Como não dá para empurrar os arranha-céus, vamos alargar a faixa de areia.

Essa foi a solução encontrada pela prefeitura da cidade de Balneário Camboriú. Repleto de polêmicas, o alargamento da faixa de praia está em plena execução, tendo sido concluído mais de um quilômetro de extensão, aumentando de 20 para 70 metros a largura da faixa de areia.


Esta é uma etapa que faz parte de um plano de desenvolvimento da cidade projetado para os próximos 30 anos: MasterplanBC.

Diferentemente daqui, lá eles têm um plano de desenvolvimento a longo prazo, com etapas de curtíssimo, curto e médio prazos.

De olho no futuro, a administração municipal de Balneário Camboriú, assinou um contrato com o renomado escritório de arquitetura Jaime Lerner Arquitetos Associados de Curitiba PR para execução do projeto de crescimento da cidade para os próximos anos.

Em linhas gerais um Masterplan é um traçado de diretrizes que estabelecem intervenções e orientações globais para ocupação futura em vários aspectos, econômicos, sociais, culturais, urbanísticos, arquitetônicos e paisagísticos. Desenvolver, planejar e reorganizar áreas em grande escala integrando-as às já existentes criando frentes de expansão.

Não vi, nem ouvi nada parecido com isso por aqui. Se existe, está muito bem escondido.

Voltando para o Balneário Camboriú. O investimento contratado para elaboração do Masterplan foi de R$ 1,3 milhão, e a execução já começou com o alargamento da faixa de areia. Porém o plano é bem mais amplo e trata o alargamento como parte de um objetivo maior que é a criação do Parque da Orla Central. Neste parque estão incluídos a Implantação de quiosques; pistas de caminhada, patins, scooter e ciclovia; troca do mobiliário urbano, arborização e paisagismo, criação de áreas de lazer e integração social.

Ainda destaco, entre as várias etapas do Masterplan, a parte que trata da Nova Orla do Rio Camboriú no Bairro da Barra. Lá está programado um desenvolvimento conjugando à preservação do patrimônio natural e cultural; a qualificação e apoio à cadeia produtiva da pesca artesanal; a revitalização urbana, vila pesqueira, novos ranchos, mercado municipal, lojas de artesanato, restaurantes, incentivo à permanência e movimento familiar na economia local; preservação do rio e manguezais, que também é berçário da vida marinha; novos calçadões; requalificação de áreas já ocupadas.

Há bem mais ações dentro do Masterplan proposto, mas nesta pequena amostra já dá para perceber que, embora cheio de polêmicas, o caminho para o futuro de Balneário Camboriú está traçado. Certamente muito do que está proposto está diretamente ligado aos erros do passado, da falta de planejamento, da falta de cuidado com a natureza e da falta de cuidado com o patrimônio e a cultura local. Neste caso, o Masterplan, é também uma correção de rumo.

Aqui na cidade de Torres vemos algumas boas ações como a revitalização do Parque do Balonismo, do Morro do Farol, dos molhes do Mampituba, as passarelas da praia Grande, porém todas dissociadas de um plano maior, de um Masterplan. O que quero dizer é que elas não estão ligadas a um objetivo maior. Dissociadas elas tem um fim em si mesmas.

Acho que já passou da hora de Torres fazer o seu Masterplan e definitivamente ligar estas poucas ações a algo maior. Ligá-las ao futuro da cidade juntamente com outras ações relacionadas a aspectos econômicos, sociais, culturais, urbanísticos, arquitetônicos e paisagísticos. E neste grande pacote, projetar a cidade para os próximos 30 anos, pelo menos.

Fontes:https://www.desc.com.br/artigo/3111/saiba-tudo-sobre-o-masterplanbc-o-mais-novo-projeto-de-balneario-camboriu,alargamento.jpg(abreolhonoticias.com.br)


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